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quinta-feira, 24 de março de 2016

Feliz Páscoa


segunda-feira, 7 de março de 2016

MS Design

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lancheira de metal - Festival de Woodstock 1969



Lancheira feita em lata com detalhes em relevo do festival de Rock Woodstock de 1969.
Mede aproximadamente 20x18cm e está a venda por U$ 12,99 na RetroPlanet.com que aceita pedidos para o Brasil

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

As 10 Comidas Mais Caras do Mundo


1. Vinagre Balsamico envelhecido por 75 anos

QUANTO CUSTA: R$ 5 mil o litro.
Essa jóia vem da cidade de Módena, no norte da Itália, e é feita com suco de uva envelhecido em barris de madeira. Diferentemente do balsâmico encontrado em supermercado, não leva vinagre de vinho

2. Flor de sal defumada
QUANTO CUSTA: R$ 375 o quilo.
Mais de 400 vezes mais caro que o sal de mesa comum, esse sal guarda o sabor dos minerais e das algas do mar da Normandia, França. Os cristais, sempre em pequenas quantidades, são defumados em barris de carvalho anteriormente usados no envelhecimento de vinhos.
3. Torta Golden Bon Vivant
QUANTO CUSTA: R$ 33 mil
A torta, servida num hotem de Lancashire, Inglaterra, pesa 8 quilos e é recheada com carne de Kobe, trufas e cogumelos matsutake. O preço inclui um molho feito com vinho Château Mouton Rothschild 1982 e duas garrafas de champanhe.
4. Fleurburger 5000
QUANTO CUSTA: R$ 11 mil
Este hambúrguer de Las Vegas tem carne de Kobe, foie gras e trufas negras. Em vez de refri e fritas, acompanham o sanduba uma garrafa de vinho francês Château Pétrus 1990 e uma taça de cristal italiano – que é entregue em sua casa após o jantar.

5. Foie Gras
QUANTO CUSTA: R$ 250 o quilo.
Alvo preferencial dos ativistas de direitos animais, o fígado gordo de pato ou ganso (o mais valorizado) é obtido pela alimentação forçada da ave. A ração à base de amido é empurrada goela abaixo pra inchar o fígado e aumentar em até 50% seu nível de gordura.
6. Carne Kuroge Wagyu
QUANTO CUSTA: R$ 2.200 o quilo.
Criado na região de Kobe, no Japão, esse bife vem de um bovino que só come grãos e é mimado até a morte (literalmente). O ruminante japonês passa seus dias bebendo cerveja, recebendo massagem e ouvindo música. Tudo isso para garantir uma carne com maciez e sabor inigualáveis.

7. Trufa Branca
QUANTO CUSTA: R$ 14 mil o quilo.
Encontrada nos bosques de Alba, Itália, ela é um cogumelo subterrâneo que cresce em simbiose com raízes de algumas árvores. Para encontrá-los, é necessária a ajuda de cães ou porcos farejadores.

8. Almas Golden Caviar
QUANTO CUSTA : R$ 51.500 o quilo.
Esse caviar iraniano são ovas retiradas de esturjões beluga de cerca de 100 anos de idade. A embalagem da iguaria é feita de ouro (só para constar: no dia do fechamento desta nota, o metal atingiu a cotação máxima de 45 mil reais o quilo).

9. Trufa Madeline
QUANTO CUSTA: R$ 16 mil o quilo.
O chocolate da trufa da marca americana Knipschildt tem 70% de cacau gourmet francês Valrhona. O bombom é recheado com trufas negras (o cogumelo, não o chocolate). Madonna ganhou uma versão especial do docinho com sua inicial.
10. Barriga de Atum Gordo
QUANTO CUSTA: R$ 4400 o quilo.
O hon-maguro, atum de mais de 150 quilos, é morto ainda no mar, a 50 metros de profundidade, para não ter tempo de se debater. O toro, corte mais nobre, é uma parte da barriga que lembra bacon. Um sashimi com 10 gramas é vendido por cerca de R$ 90 nos restaurantes de Tóquio.”
Fonte: Revista Superinteressante.Edicao 229-Agosto 2006

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quem realmente mudou o jeito de ouvir música! Walkman


WALKMAN_PANASONIC_1.jpg

Em janeiro de 1979, o cofundador da Sony Akio Morita apresentou na Consumer Electronic Show (CES), em Las Vegas, um aparelho que, na década de 1980, mudou o jeito de as pessoas escutarem música. O equipamento, como contou o executivo no evento, surgiu meio que por acaso. É que o filho de Morita tinha o hábito de entrar na companhia carregando um rádio portátil. Isso atrapalhava o trabalho dos funcionários e incomodava o pai. Respondendo à reclamação, o jovem, um dia, perguntou por que não mandar alguém inventar algo melhor com um fone que preste. Aí veio o Walkman.
A história da origem do aparelho tem várias versões na internet. Mas o relato descrito acima é a lembrança do colunista do ‘Estado’ Ethevaldo Siqueira, que estava presente na CES e ouviu Morita associar a história do produto ao filho. O nome escolhido, Walkman, tinha raízes no Pressman, um gravador mono que a Sony havia lançado poucos anos antes, segundo o Pocket Calculator, uma espécie de museu online que rememora os eletrônicos das décadas de 1970 e 1980. A ideia de “homem que caminha” (walk + man, em inglês) transmitia a portabilidade do aparelho.
Não foi feita nenhuma pesquisa de mercado antes do lançamento do Walkman, como lembra o site. “A pesquisa de mercado está toda na minha cabeça!”, Morita disse em uma entrevista à Playboy em 1982. “Nós criamos mercado”. A primeira forma de convencer as pessoas a comprar algo que antes não existia foi usar pessoas influentes, como celebridades e artistas da indústria da música, para espalhar a futura moda. A Sony enviava Walkmans de graça a essas pessoas. E as campanhas de marketing batiam na tecla da juventude, da inovação e da liberdade. Era uma oportunidade (nova) de escutar músicas por meio de um fone – e em qualquer lugar.
walkman_fotopocket.jpg
A onda pegou no Japão, seguiu para os Estados Unidos e depois correu o mundo. Marcas como Panasonic, Toshiba e GE passaram a produzir aparelhos semelhantes e com nomes tão descolados quanto Escape, Intimate e Stereo-to-go. Mas, após a invenção da Sony, tudo que veio depois era “walkman” (assim como as lâminas de barbear chamadas de “gillette”, mesmo não sendo da Gillette).
E foi um walkman da Panasonic de cor branca que o leitor doRadar Tecnológico Juscelino Lima, hoje com 56 anos, comprou na loja Fototica do Shopping Iguatemi, em São Paulo, em 1983. O produto, modelo RQ-WJ1, é o que aparece na foto acima.
A compra foi motivada por uma visita ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde ocorria uma amostra de cinema. Lá ele viu, “pela primeira vez na vida”, um walkman, nas mãos de um cinéfilo. “Achei um barato os fones e o tamanho do aparelho”, diz Juscelino. “Antes (da chegada do walkman) os fones eram enormes e parecidos com os que hoje voltaram à moda.”
Ele gravava as músicas dos LPs nas fitas cassete e depois as ouvia no walkman. Não tinha rádio AM nem FM. “O que mais rolava era rock progressivo, King Crimson, Yes e Zappa”, conta. O aparelho era companheiro diário de Juscelino. Logo, manter as pilhas era um problema. (Não havia pilha recarregável naquela época.) Mas ele se resolveu. Passou a usar baterias da calculadora HP 25C no walkman, e um amigo engenheiro eletrônico ensinou a ele como montar um carregador de baterias alcalinas.
Virou item de primeira necessidade. Juscelino andava sempre com os bolsos da calça cheios de baterias e fitas cassete. Até para o trabalho ele levava o aparelho. O presidente da empresa, do setor de informática, chegou a repreender Juscelino com o olhar. O aparelho não era tão popular naquele tempo. E outra vez um diretor encontrou o jovem dançando ao som de Lou Reed. Mas o caso mais engraçado talvez tenha sido a brincadeira dos amigos. Juscelino conta que eles fingiam gritar coisas (movimentando os lábios, mas sem emitir som), para ele se sentir surdo.
Juscelino não se lembra de quanto pagou pelo walkman da Panasonic. Os primeiros aparelhos fabricados pela Sony no início dos anos 1980 custavam cerca de US$ 150 nos Estados Unidos, segundo o Pocket Calculator. Mas a concorrência fez os preços baixarem. E o walkman tornou-se, então, um aparelho para todos os bolsos e pessoas. Em anúncio exibido nesta página, a marca Mura exibe o walkman ao lado de pés em patins, sapato social, tênis e sandália.
A moda do walkman durou mais de dez anos. Acabou, aos poucos, depois do surgimento do tocador de CD portátil Discman, lançado pela própria Sony. Aí veio a tecnologia do mp3, por volta de 1999. Mais de cem modelos de reprodutores de mp3 foram lançados. ORio foi um dos mais famosos dessa época. Mas aí chegou o iPod, da Apple, em 2001.  A empresa fundada por Steve Jobs (1955-2011)havia vendido 350 milhões de iPods até setembro de 2012.
Estimativas do mercado mencionam a marca de 200 milhões de walkmans vendidos no mundo. Para ter mais detalhes do mercado, a reportagem solicitou entrevista com representante da Sony e com a Panasonic, mas as companhias disseram não ter porta-voz para falar sobre walkman. A Sony enviou uma linha do tempo com a evolução da marca Walkman, hoje representada pela letra W (“para estabelecer uma nova identidade para a era digital)”. Ela aparece em mp3 e mp4 players.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A CERVEJA: BEBENDO GATO POR LEBRE

É inexplicável que sejam tão omissas as autoridades brasileiras quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo

por Rogério Cezar de Cerqueira Leite (*), para a Folha, em 18 de janeiro de 2009
O Brasil é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.
Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.
O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão “cereais maltados” ou simplesmente “malte”, dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.
Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.
O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica -o que constituiria então cerca de 70% do consumo nacional- com o argumento de que só assim poderiam concorrer no mercado globalizado. Mas depois foram gostosamente absorvidas por uma multinacional do ramo, certamente uma forma sutil de realizar a concorrência prometida. E não foi tomada nenhuma providência.
Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.
Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.
A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.
Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.

A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.
O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja. Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do “milagre da multiplicação dos pães” esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.
Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).
Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes. Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.
Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.
Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam “lagers”, sejam “ales”, é o componente responsável pela conservação -além, obviamente, de suas qualidades de paladar.
Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.
(*) ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE , 78, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha .

A cerveja e o orgulho de quem faz o melhor
A indústria brasileira de cerveja zela pela qualidade de seu produto. Ela sabe que seu consumidor é exigente e tem muito bom gosto.
por Sílvio Luiz Reichert (*), para a Folha, em 30 de dezembro de 2009
Em artigo publicado no dia 18 (“A cerveja: bebendo gato por lebre”), o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite atacou duramente a indústria brasileira de cerveja, lançando mão de argumentos ora incorretos, ora infundados, mas sempre injustos. Argumentos que precisam ser refutados em nome de um setor que goza da confiança e da preferência de milhões de consumidores, que foram inaceitavelmente desinformados.
Para deixar claro que não aprecia o produto que é feito no Brasil e consumido e aprovado pelos brasileiros, o autor se vale de números errados e premissas levianas que não levam à conclusão por ele desejada, a de que a cerveja brasileira é ruim porque elaborada de maneira enganosa, na base da “malandragem”, utilizando-se de produtos de baixa qualidade, ludibriando o consumidor e afastando-o do que o autor considera “bom gosto”.
A indústria nacional de cerveja possui tradição de mais de cem anos e tem orgulho de produzir bebidas de altíssima qualidade, assumidamente mais leves, menos encorpadas, mais refrescantes, mais digestivas do que similares europeias e condizente com o clima brasileiro e com o que deseja o consumidor.
Ao contrário do que dá a entender o artigo, as grandes cervejarias obedecem à legislação brasileira, que determina que a porcentagem de malte (cevada submetida a processo controlado de germinação) contido no extrato que dá origem à bebida não pode ser menor do que 55%.
Os demais cereais que o mestre cervejeiro usa nas fórmulas, dentro da lei e das boas práticas da profissão e da produção, são não maltados, ao contrário do que diz o autor, e empregados para alcançar as características que se pretende: mais malte é igual a cerveja mais encorpada e mais pesada; menos malte (respeitando o mínimo de 55%) é igual a cerveja leve, refrescante, suave.
A segunda e incompreensível incorreção do físico vem no bojo de conta que ele faz para tentar convencer que a cerveja fabricada no Brasil utiliza outros produtos que não a cevada para ludibriar o consumidor. Prova: o Brasil não produz nem importa cevada suficiente para dar conta da demanda de malte dos fabricantes. De fato, não mesmo. Tanto que a maior parte do malte utilizado pelas grandes indústrias, algo em torno de 65% ou mais, é importado. Mas isso não entrou na conta do autor.
Da mesma forma, ele desconsidera que mais malte ou menos malte na cerveja é antes de tudo uma opção do mestre cervejeiro na formulação de seu produto. Em algumas marcas de grande penetração no nosso mercado, esse percentual chega a 100%. Trata-se de opção técnica, cujo único objetivo é justamente produzir um produto de acordo com a preferência do consumidor, nunca enganá-lo.
Claro que há gosto para tudo, tanto que fabricantes nacionais mantêm em seu portfólio inúmeras marcas importadas, belgas, alemãs e outras.
Mas essas marcas ocupam uma faixa inexpressiva do mercado, por um motivo muito simples: a imensa maioria prefere a cerveja brasileira.
Ainda para tentar convencer o leitor de que a “má qualidade” origina-se na opção por produtos ruins, o autor comete mais um erro: afirma que o índice de conversão do grão de milho em álcool é maior que o da cevada. Trata-se exatamente do oposto: a cevada tem rendimento de 67% na composição do extrato originário da cerveja, enquanto o milho atinge apenas 56% de rendimento.
Há ainda a contestar um argumento leviano e duplamente incorreto. O autor diz que a tal “má qualidade” seria, também, decorrência da utilização de conservantes químicos. As cervejarias brasileiras de primeira linha não usam conservante por dois motivos: primeiro, porque é ilegal, trata-se de prática vetada pela legislação; segundo, porque totalmente desnecessário, já que a conservação da cerveja de boa qualidade é garantida pelo seu próprio processo de fabricação.
Por fim, o autor mira suas baterias contra o lúpulo utilizado no Brasil, também este de “baixa qualidade”.
Talvez ele não saiba que o produto é importado da Europa (onde é utilizado inclusive no fabrico das cervejas alemãs, por ele citadas) e dos EUA, que mantêm rígidos padrões de qualidade para o produto.
Esse nível de desinformação se choca frontalmente com o patamar de excelência em que se encontra a indústria brasileira de cerveja. Trata-se de um setor que investe permanentemente em pesquisa e inovação, dispõe das mais modernas tecnologias e zela pela qualidade de seu produto porque tem plena consciência de que, diferentemente do que pensa o autor do artigo, seu consumidor é exigente e tem muito bom gosto.
(*) SILVIO LUIZ REICHERT, químico, mestre cervejeiro pela Doemens Fachakademie, da Alemanha, é vice-presidente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Anheuser-Busch Inbev.

Cerveja: o orgulho de quem fatura mais
Por que as cervejas belas, inglesas e alemãs que usam lúpulo de boa qualidade não precisam de antioxidantes e estabilizantes?
por Rogério Cezar de Cerqueira Leite, para a Folha, em 14 de janeiro de 2010
Em texto anônimo, assinado por um certo Silvio Luiz Reichert e intitulado “A cerveja e o orgulho de quem faz o melhor” (30/12), a multinacional de capital estrangeiro Anheuser-Busch Inbev, proprietária da AmBev, responde ao meu artigo “A cerveja: bebendo gato por lebre” (18/12/09).
Entretanto, não responde à principal acusação, a saber, o engodo de que foi vítima o governo e o povo brasileiro pela fusão Antártica-Brahma, quebrando princípios e a legislação contra a formação de cartéis com a desculpa de que, fundidas, poderiam enfrentar a competição com multinacionais -para ser o cartel, em seguida, absorvido por empresa estrangeira. Também não foi explicada a prática perversa de coação a cervejarias nascentes para depois absorvê-las e aniquilá-las ou banalizar seus produtos. Pois bem, a mentira tem muitas faces, como se vê em seguida.
1) Maranhão, mentira bem urdida (padre Vieira, “Quinto Domingo da Quaresma”). Diz o echadiço que “a maior parte do malte utilizado pelas grandes indústrias, algo em torno de 65% ou mais, é importado. Mas isso não entrou na conta do autor”. Ora, ou o trombeta não sabe ler, ou é intelectualmente apoucado, ou é mal-intencionado, ou os três, pois foi exatamente com a soma da cevada produzida no Brasil com a importada que foram feitas as minhas contas.
2) Patranha, mentira para tolos, crédulos. Afirmei e reafirmo aqui que a taxa de conversão da cevada em álcool é de 0,216 L/kg, e de milho em álcool é de 0,388 L/kg. E o sofista responde com as taxas de rendimento “na composição do extrato originário”, o que nada tem a ver com conversão em álcool. Os dados, em todo caso, podem ser encontrados por exemplo no estudo “Culturas energéticas e o etanol”, de Tiago Mateus. O leitor interessado também pode encontrar os dados de importação e exportação emwww.cnpt.embrapa.br ou www.quercus.pt e com isso repetir os meus cálculos. Cuidado, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), pois está sendo ultrapassado desavergonhadamente em seu recorde mundial.
3) Inverdade, eufemismo (Machado de Assis, “A Semana”). Diz o buzina que “as cervejarias brasileiras de primeira linha não usam conservante (…) porque é ilegal”. Será que a legislação brasileira é diferente para cervejas de segunda linha? E quais são as cervejas de segunda linha que, de acordo com a legislação brasileira, podem legalmente intoxicar os brasileiros com conservantes?
4) Embuste, quando é calculada para enganar. Diz o passavante que conservantes não são usados por serem desnecessários. Então para que servem o antioxidante INS 315 e o estabilizante INS 405, como se lê em letras miúdas de quase todos os rótulos de cervejas da AmBev e das demais cervejarias nacionais? Será que a mudança de nomenclatura de “conservante” por seu sinônimo, “estabilizante”, satisfaz o legislador brasileiro? Será que o sarabatana estaria chamando o brasileiro de analfabeto, incapaz de ler o rótulo, ou de idiota, pois incapaz de entender o que lê?
5) Patarata é mentira com basófia, ostentação. Diz o estafeta que o lúpulo que é usado no Brasil vem da Alemanha e dos EUA e, portanto, é tão bom quanto o usado naqueles países.
Mais uma vez ofende a inteligência do leitor da Folha e do brasileiro em geral. Importamos vinhos de excelente e de péssima qualidade da França, da Itália etc. Os de baixa qualidade são mais baratos. Importamos bons e péssimos filmes dos EUA.
A diversidade da qualidade do lúpulo alemão é, reconhecidamente, enorme. As cervejas americanas são quase tão “leves, refrescantes e digestivas” e homogeneamente banais quanto as brasileiras. Que o leitor experimente uma dessas vulgares cervejas americanas. (Aliás, se alguém precisa de digestivo, é melhor tomar sal de fruta Eno do que cerveja da AmBev. E o gosto não é muito diferente). Então por que as boas cervejas belgas, inglesas e alemãs que usam lúpulo de boa qualidade não precisam de antioxidantes e estabilizantes?
6) Intrujice, quando se abusa da credulidade de fraternos. E, agora, o maior dos sofismas, o abuso repugnante de um sentimento de brasilidade dentro da mesma técnica que a AmBev elabora suas indecorosas propagandas televisivas, que induzem o cidadão desavisado a consumir suas cervejas pela associação com objetos de desejos primitivos: carros de luxo, mulheres seminuas, fartos banquetes, ou seja, a peta da promessa de sucesso.
Os pífios argumentos do recadista apenas comprovam o baixo nível ético da empresa que o emprega.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Apple e Amazon abrem vagas em São Paulo


Se você mora em São Paulo, adora tecnologia e está em busca de emprego, aproveite. Dois dos principais nomes da área estão em busca de novos talentos.
A gigante do ramo de comércio eletrônico, Amazon, procura profissionais para ocupar os seguintes cargos: Technical Sales; Data Center Operations Engineer; Enterprise Account Engineer; Ecosystem Solution Architect; entre outros. Confira a lista completa aqui.
Já a Apple, famosa por seus aparelhos inovadores, está com duas vagas abertas na capital paulista: Tax Planning Manager e Tax ManagerVeja aqui estas e outras oportunidades no estado de São Paulo e no mundo todo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Curiosidades Sobre Raul Seixas


Qual a ligação entre Raul Seixas e o escritor Paulo Coelho?

Raul e Paulo foram parceiros na composição de alguns dos maiores sucessos de Raul Seixas como Sociedade Alternativa, Gita, Há Dez Mil Anos Atrás, Canto Para Minha Morte, entre outros.
Membros de sociedades anteriores (Raul da Grã Ordem Kavernista e Paulo da Sociedade da Besta do Apocalipse) fundaram a Sociedade Alternativa baseada nos pensamentos de Aleister Crowley (ver tópico a seguir). Em comum tinham grande interesse por assuntos esotéricos.

Quem foi Aleister Crowley?

Aleister Crowley foi um filósofo Inglês do século 19, considerado por muitos um bruxo e satanista. Seu pensamento e pregação se resumiam basicamente no conteúdo da obra chamada Livro da Lei e na doutrina conhecida por Thelema (palavra grega que significa vontade) e que pode ser resumida em "Faz o que quiseres que tudo deve ser da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser".
Os princípios hedonistas de Crowley, com a pregação do aproveitamento dos prazeres terrenos, incluindo sexo e drogas, foram base para todas as doutrinas satanistas que se seguiram, embora Crowley não tenha de maneira clara em sua obra se declarado satanista, sendo mais apenas um anti-cristão, tendo tomado para si próprio a denominação de "Número 666".
Por ser uma figura controversa Aleister Crowley despertou muito interesse entre artistas de rock. É Aleister Crowley o sujeito da música Mr Crowley de Ozzy Osbourne. O disco Seventh Son Of a Seventh Son do Iron Maiden possui várias citações a trechos da obra de Aleister Crowley. Um dos mais famosos estudiosos da obra de Crowley foi Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin. Além de adquirir manuscritos e objetos pessoais de Crowley Page chegou a comprar a mansão do bruxo às margens do Lago Ness onde Crowley teoricamente faria seus rituais. Aleister Crowley aparece entre os personagens da capa do disco Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
No rock do Brasil a maior personalidade ligada ao pensamento de Crowley foi Raul Seixas. A música Sociedade Alternativa, entre outras, são exemplos disto. Ao final de Sociedade Alternativa Raul Seixas grita para o público: "O Número 666 chama-se Aleister Crowley. A lei de Thelema... esta é a nossa lei e a alegria do mundo. Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem e toda mulher é uma estrela." Tratam-se de trechos da obra de Crowley.

O que é a Sociedade Alternativa?

Foi um grupo formado por Raul Seixas e Paulo Coelho baseado nos princípios de Aleister Crowley. Editaram e distribuiram manifestos chegando a iniciar a organização de uma comunidade alternativa, Cidade das Estrelas (ou Cidade da Luz), onde cada um teria o direito de viver como bem entendesse.
A Sociedade Alternativa foi fundada a partir da fusão do grupo Grã Ordem Kavernista de Raul Seixas com a Sociedade Secreta da Besta do Apocalipse da qual participava Paulo Coelho. Em 1973 participando de um congresso mundial de ordens deste tipo a Sociedade Alternativa foi reconhecida.
A letra da música Sociedade Alternativa explica sucintamente a sua filosofia. Cada pessoa é um indivíduo único e especial e deve obedecer apenas a sua vontade, podendo viver como bem entender, "tomar banho de chapeu ou esperar Papai Noel" sem se preocupar com a opinião do sistema. A única lei seria "faz o que tu queres!".
Em plena vigência da ditadura militar o grupo foi considerado subversivo e caçado pelo governo Geisel. Raul, Paulo Coelho e suas respectivas esposas foram deportados para os Estados Unidos.

Raul Seixas era satanista? Teve envolvimento com ocultismo?

Aleister Crowley adotou para si o título de Besta do Apocalipse e Número 666 mais como agressão à sociedade cristã do que como homenagem a qualquer tipo de força demoníaca (lembre-se que a base da doutrina de Thelema é a adoração e satisfação apenas do "eu" e a não-adoração a qualquer tipo de entidade). Vem da adoção destas denominações a maior parte das acusações de satanismo tanto para Raul Seixas e Paulo Coelho quanto para qualquer outro seguidor do pensamento de Crowley. Por outro lado Raul e Paulo estudaram esoterismo e experimentaram muitos rituais (incluindo magia negra). Raul Seixas não veio a comentar com clareza e detalhes sua experiência nestes aspectos. Paulo Coelho posteriormente declarou que não havia gostado das experiências por que passara.
Raul aborda com certa frequência em suas músicas a figura do diabo, muitas vezes de forma simpática como em O Rock do Diabo, mas uma análise mais profunda revela que este diabo é figurativo e representaivo da negação ao pensamento cristão-conservador comum. "Enquanto Freud explica. O diabo fica dandos os toques. Existem dois diabos... um deles é o do toque... o outro é aquele do Exorcista".

O Que é o selo Imprimatur presente em alguns discos?

Trata-se de uma referência ao selo com a ordem de "imprima-se" que a ingreja católica antiga usava para ordenar a publicação e divulgação de documentos. O selo da Sociedade Alternativa traz em seu centro uma adaptação da Cruz Ansat egípcia (o Ankh, que representa entre outras as tiras das sandálias do peregrino que busca algo) com dois pequenos degraus que lhe dão forma de chave (representando também os degraus da iniciação).

O que significa Krig-Ha Bandolo!?

Trata-se do grito de Tarzan indicando que os inimigos estão chegando.

Sobre o que fala Gita?

Gita é baseada no Bhagavad-Gitã, parte do Mahabarata, que seria a "bíblia" da religião hindu de Krishna. No texto um guerreiro, Arjuna, interroga Krishna sobre o seu significado (de Krishna). Krishna responde com frases como: "Entre as estrelas sou a lua... entre os animais selvagens sou o leão... dos peixes eu sou o tubarão.... de todas as criações eu sou o início e também o fim e também o meio... das letras eu sou a letra A... eu sou a morte que tudo devora e o gerador de todas as coisas ainda por existir... sou o jogo de azar dos enganadores..." em que obviamente se basearam os versos de Gita.

O que é o Novo Aeon?

Um aeon é uma era, ou 2.148 anos, tempo necessário para que o eixo da terra complete uma volta completa (360 graus) em seu movimento de pião. A cada vez que isso ocorre geram-se mudanças na humanidade. O Novo Aeon é a nova era que está por vir, a Era de Aquário, que deverá ter início. Liricamente o Novo Aeon representa mudança (assim como o Velho Aeon representa o que está para ser superado).

Qual o significado de algumas outras letras?

As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor - Raul critica o status-quo e fala sobre a necessidade de fazer uma "aliança estratégica" com o sistema (o Monstro Sist) para poder enfrentá-lo. "Quando se quer entrar num buraco de rato de rato você tem que transar".
Trem das Sete - ver Novo Aeon explicada anteriormente.
Paranóia - Fala sobre masturbação e o medo de estar cometendo um pecado. "Minha mãe me disse a tempo atrás aonde você for Deus vai atrás... Deus vê sempre tudo o que você faz... Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro com vergonha... com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo vendo fazer tudo o que se faz dentro de um banheiro".
Love Is Magick - Aleister Crowley entitulava a sua magia de Magick para não ser confundida com a magia comum (magic).
O Carimbador Maluco - Parte do musical infantil Pluct Plact Zumm da Rede Globo e motivo de muitas críticas a Raul que teria se vendido ao sistema com uma música imbecil. Os mais inteligentes percebem a pesada crítica à burocracia do governo que teima em selar, registrar, carimbar, avaliar, rotular, adiando e atrapalhando todo tipo de atividade. É também uma referência ao texto do anarquista Proudon que diz "Ser governado é ser a cada operação... notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, autrizado, rotulado".
A Lei - É uma das referências mais claras a Aleister Crowley na obra de Raul. O Livro da Lei é a principal obra de Crowley e a maior parte da letra são trechos deste livro.
Cowboy Fora Da Lei - Sobre iconoclastia, e o peso da responsabilidade de ser um ícone, bem como os riscos de vida do mesmo."Mamãe não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito, e alguém possa querer me assassinar...(...)..."Papai não quero provar nada, eu já servi a pátria amada, e todo mundo cobra minha luz...minha luz...ó coitado, foi tão cedo, deus me livre eu tenho medo, morrer dependurado numa cruz..."
Cambalache - Uma crítica óbvia, direta e revoltada à todos os males que assolam o mundo criados pelo ser humano desde longa data, além da falta de esperança no futuro. "Que mundo foi e será uma porcaria eu já sei, em 506, e em 2000 também, que sempre houve ladrões maquiavélicos safados, contentes e frustrados, valores, confusão..."
Paranóia II - Sobre o desespero e agonia o qual uma mulher pode levar um homem. Sobre o trecho "o que eu procuros você escondeu na barriga, não quer me entregar" pode ser uma referência a drogas que a esposa de Raul teria escondido dele.
Ouro de Tolo - Crítica severa à sociedade hipócrita, capitalista, materialista e cheia de si,a qual Raul fazia questão de ridicularizar. Nota-se grande semelhança com o estilo folk de Bob Dylan.
Medo da chuva - além de ser uma das mais belas e poéticas músicas de Raul, trata da escravidão que pode ser uma vida a dois quando se tem uma esposa possessiva e ditadora. "é pena, que vc pense que sou seu escravo...dizendo que sou seu marido e não posso partir..."
Quando Acabar o Maluco Sou Eu - sobre como o mundo pode considerar normal as pessoas se matarem, fazerm tramóias políticas, traírem a si mesmas, guerrearem, culminarem no apocalipse, aceitarem a censura e considerar insanidade ser simplesmente excêntrico e afrontar o sistema.

Fonte: Wihplash.net

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